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Como funciona a ressaca?

Ressaca não é mole não.

Beber é bom o problema é o outro dia.

Pense comigo: os seus amigos te chamam para uma festinha, você resolve tomar todas para ganhar coragem e cantar aquela gatinha, ou pra perder a vergonha e dançar no meio do salão… ou ainda, pra dar boas risadas ou mesmo porque voce gosta. Beleza, tudo ok, até que você passa da conta, vai dormir e acorda com aquela dor de cabeça fudida, o corpo mole, chamando o juca o raul e outros. Seja bem vindo ao terrível mundo da ressaca.

Mas, afinal… O que causa a ressaca?

Resposta simples e objetiva: o álcool. Quando você bebe demais aquela breja , o seu organismo gasta uma grande quantidade de energia para filtrar o álcool do seu sangue. Portanto, energia = glicose. Ou seja, pra começar, seu corpo fica debilitado porque gastou muita glicose.

Além disso, o álcool inflama o seu intestino, o que pode causar dores de barriga e diarréia, além de inflamar também o seu estômago, o que causa o enjôo tão característico.

Sabia que a bebida alcoólica inibe a produção de vasopressina? Para quem não sabe, vasopressina é o nosso HAD (hormônio antidiurético). Imagine assim: quando o teu corpo está com pouca água, este hormônio é secretado para que seus rins retenham líquido. Portanto, com altas doses de álcool no sangue, a vasopressina não será liberada, fazendo com que você perca muita água através da urina (já que seus rins não poderão retê-la). Por isso que quando estamos bebendo, vamos ao banheiro várias vezes.

Quando teu corpo está descansado, o seu organismo faz um trabalho danado para filtrar todo o álcool do teu sangue. Como você está desidratado, as suas células ficam, literalmente, com sede. Portanto, a dor de cabeça proveniente da ressaca é justamente isso: seus neurônios pedem água!

Já viu, né? Beber faz muito mal à saúde. Eu preciso aprender isso. Mais a danada da breja, geladinha, é gostosa.


Prevenindo e curando a ressaca

Agora que você já é um expert em ressaca, vamos agora aprender como prevení-la.

Primeiro, não beba.

Brincadeira.

Coma antes de beber (principalmente gorduras)!

Sim, isso é muito importante. Quando você come, o seu organismo não trabalhará apenas com o álcool no estômago. Nem pense em ingerir bebida alcoólica de estômago vazio!

Aproveite e coma alimentos gordurosos. A gordura, literalmente, “forra” a parede do estômago e do intestino, dificultando a retenção do álcool por parte dos mesmos.

Super dica para o “durante a bebida”

Uma dica excelente para você que bebe bastante é: beba MUITA água durante a farra. Tipo… A cada dois copos de cerveja, beba um copo d’água. Se conseguir. porque quem estiver tomando uma breja geladinha tomar água é foda. Isso previne a desidratação, seu organismo trabalha melhor e com menos intoxicação. A água é um santo remédio, acredite. Trocar a água por suco ou refrigerante também é uma ótima sacada: os dois (quando adoçados, claro) contêm glicose. Daí, matam a sede, e ainda injetam energia no seu organismo. Acho que deviam fabricar cerveja mais doce.

Fumar bebendo? Nem pensar!

Voce já esta se fudendo com o alcool e ainda quer se foder mais fumando?

Esta é simples: quando você fuma, seu organismo se enche de nicotina e de pouco oxigênio. Ou seja, as chances de você se intoxicar bem mais rápido são tremendas.

Colher de óleo antes… funciona?

Sim, companheiro. Não funciona de um jeito que você dirá: “caramba, como isso é demais”, mas também forra o teu estômago e dificulta a absorção do álcool.

E o tal do engov… Funciona ou não funciona?

A resposta é… Sim, funciona! Mas nem pense em tomá-lo antes, camarada. Um ou dois depois é que faz efeito, pois ele contém substâncias que contraem os seus vasos sangüíneos (diminuindo a ressaca e o mal estar), analgésico e hidróxido de alumínio, para aliviar a digestão.

Putz, não, deu… Tô aqui mal, nem tinha lido a parte da prevenção… O que faço agora?

Hahahahaha… Cara, pra começar, depois que ler estas dicas, desligue o seu computador, pois a ressaca causa fotosensibilidade, ou seja, a luz incomoda. Aposto como você nem está abrindo os olhos direito na frente da tela do PC.

Em caçhaceiro?

Mas enfim, vamos ao que interessa. Beba muita, muita água. De preferencia com açucar. Seu organismo está pedindo água, portanto, beba o máximo de água que puder. Um chá de boldo também é o bicho, deite-se um pouco, apague as luzes do quarto, feche as janelas e descanse. Dormir também ajuda.

Cafezinho? Só se for com bastante açúcar!

Um dos grandes mitos que existe por aí é que, para curar ressaca, o ideal é tomar uma xícara de café sem açúcar. Certo? ERRADO!

O café, apesar de estimulante, será excelente se for acompanhado de muito açúcar. Não sei se você se recorda, mas açúcar = glicose. Portanto, quanto mais glicose você ingerir, mais energia dá ao seu corpo para processar a bebida. MAS CUIDADO: uma alta ingestão de açúcares pode fazer mal à saúde. Se você é diabético, então, nem pensar!

Dica: 100% de chances de você não ter ressaca!

Não beba.

Esta você precisa aprender, e eu também. A forma 100% segura de você não ter ressaca no dia seguinte é… Não bebendo. Simples assim. Afaste-se da bebida, fique no refrigerante que você vai longe.

Ou então, acorde com aquela dor de cabeça fdp e diga a frase clássica:
Eu nunca mais vou beber !”

Mais nunca para.

Quer uma gelada?

Como funciona a TV Digital?

Como funciona a TV Digital

A TV Digital funciona convertendo em fluxos de bits, imagens e sons, que por sua vez são transformados em sinas elétricos, que são transportados por ondas magnéticas. Então os sinais elétricos chegam ao receptor, e são novamente transformados em fluxos de bits e convertidos em imagens e sons.

E se em algum determinado momento houver perda de um bit de uma seqüência de dados digitais, toda essa seqüência estará perdida. Portanto, ou a imagem será perfeita ou não haverá imagem.

É por causa disso que se pode afirmar que a tv digital ou recebe um sinal perfeito, ou não recebe sinal algum. Sendo assim a tv digital estará livre de ruídos ou chuviscos, que muitas vezes encontramos nas transmissões da tv analógica.

Como funciona a internet veloz?

Como funciona a internet veloz

A internet é uma das coisas que as pessoas mais prezam isso porque já não podemos mais viver sem ela de modo que ela já faz parte do que somos e do que vamos fazer.

Com apenas um clique você pode conhecer o mundo todo, ver gente nova e conhecer culturas hábitos totalmente diferentes dos que você conhecia, sem falar em ver coisas até mesmo sobre você.

A internet veloz é a mais rápida de toda a internet, isso porque ela tem vários mega e isso facilita na conexão, se ela tiver maior capacidade ela vai mais rápida e assim você pode fazer suas pesquisas normalmente.

Como funciona a Internet Bluetooth?

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A cada dia que passa nos deparamos com um novo meio de conseguir estabelecer acesso com a internet, a tecnologia está inovando os seus conceitos e proporcionado inúmeras opções nessa área. Entre os sistemas de conexão mais recentes temos o Bluetooth.

Ainda é pouco conhecida a forma de conectar a rede através do Bluetooth, que na realidade funciona como um sistema de transferência de arquivos por uma rede sem fio. O acesso a internet através desse serviço pode exigir alguns atributos do sei computador para que possa funcionar adequadamente.

Outra opção de se conectar a internet via Bluetooth é através de um aparelho celular, ele deve se adaptar ao sistema GPRS, o Nokia 6230 é um aparelho que possui esse recurso. Procure conhecer o procedimento adequadamente e estabeleça uma conexão com a rede de ótima qualidade.

Como funciona a internet via radio?

Como funciona a internet via radio

A internet é um dos meios de comunicação mais utilizados nos dias de hoje, e ela por si tem varias velocidades categorias, o que a diferencia e destaca em determinados momentos, e a via radio é uma delas.

Mas o que de fato é a internet via radio?
É a internet que vem com sinais de radio FM, ela é rápida e eficiente para quem tem pouco tempo e tem que regularmente checar seus e-mails, pesquisar entre outras coisas. As vantagens é que você não usa telefone, não tem aquele limite de uso, e também não paga provedor.

Os equipamentos necessários para você ter a internet via radio são:

-Placa de Vídeo 2 Mb,:
-Placa de Rede Ethernet de 10 Mbs operacional, instalada, com saída para par trançado (RJ-45)
- Pentium 200, 32 Mb RAM, HD 1 Gb,

Como funciona Seguro Obrigatório DPVAT?

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O DPVAT é um seguro que procura garantir a legalidade da posse do seu automóvel. É considerado um fator obrigatório, consistindo no pagamento de uma tarifa pelo proprietário do veiculo. É com base no DPVAT que você pode requerer manutenção ou reposição de prejuízos caso seu carro sofra algum dano em acidentes.

As siglas significam (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) e é o melhor tipo de investimento para o beneficio do automóvel. Em caso de roubos ou colisão, a empresa de seguros será obrigada a arcar com todas as despesas, até mesmo a assistência médica em casos de acidentes.

O reembolso pode ter um valor bem interessante, chegando a 13.500 reais de acordo com as condições da vítima. Os proprietários de automóveis devem pagar o DPVAT todos os anos, juntamente com o licenciamento para garantir a sua segurança e também a do veículo.

Como funciona a Internet Wireless?

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A Internet Wireless se baseia a conexão a rede mundial de computadores através de um sistema sem fio, baseado em uma tecnologia de alto nível. Esse sistema está disponível na maioria dos países e pode se efetuar de diferentes formas.

Os meios mais conhecidos para se utilizar a Internet Wireless são através do Wi-fi (ondas de rádio), 1xRTT (através dos serviços de telefonia celular) e o Bluetooth (rede pessoal sem fio, podendo aderir ondas de rádio para o seu funcionamento).

Com a Internet Wireless acessar a rede mundial se tornou mais simples, assim as pessoas podem visitar os sites e adquirir informações em qualquer lugar que estejam. Algumas cidades já aderiam a internet sem fio de forma gratuita, basta o usuário ter um dispositivo para receber o sinal.

Como Funciona um Aquecedor Solar?

Um sistema básico de Aquecimento de água por Energia Solar é composto de coletores solares (placas) e reservatório térmico (Boiler).

As placas coletoras são responsáveis pela absorção da radiação solar. O calor do sol, captado pelas placas do aquecedor solar, é transferido para a água que circula no interior de suas tubulações de cobre.

O reservatório térmico, também conhecido por Boiler, é um recipiente para armazenamento da água aquecida. São cilindros de cobre, inox ou polipropileno, isolados termicamente com poliuretano expandido sem CFC, que não agride a camada de ozônio. Desta forma, a água é conservada aquecida para consumo posterior. A caixa de água fria alimenta o reservatório térmico do aquecedor solar, mantendo-o sempre cheio.

Em sistemas convencionais, a água circula entre os coletores e o reservatório térmico através de um sistema natural chamado termossifão. Nesse sistema, a água dos coletores fica mais quente e, portanto, menos densa que a água no reservatório. Assim a água fria “empurra” a água quente gerando a circulação. Esses sistemas são chamados da circulação natural ou termossifão.

A circulação da água também pode ser feita através de motobombas em um processo chamado de circulação forçada ou bombeado, e são normalmente utilizados em piscinas e sistemas de grandes volumes.

O Coletor Solar

Quando os raios do sol atravessam o vidro da tampa do coletor SOLETROL, eles esquentam as aletas que são feitas de cobre ou alumínio e pintadas com uma tinta especial e escura que ajuda na absorção máxima da radiação solar. O calor passa então das aletas para os tubos (serpentina) que geralmente são de cobre. Daí a água que está dentro da serpentina esquenta e vai direto para o reservatório do aquecedor solar .

Os coletores SOLETROL são fabricados com matéria-prima nobre, como o cobre e o alumínio. Recebem um cuidadoso isolamento térmico e ainda vedação com borracha de silicone. Eles, têm cobertura de vidro liso e são instalados sobre telhados ou lajes, sempre o mais próximo possível do reservatório térmico. Todos os modelos de coletor SOLETROL, quando comprados em conjunto com reservatórios térmicos, vêm também com válvula anticongelamento e a maioria já tem qualidade comprovada pelos testes do INMETRO.

O número de coletores SOLETROL a ser usado numa instalação depende do tamanho do reservatório térmico, mas pode também variar de acordo com o nível de insolação de uma região ou até mesmo de acordo com as condições de instalação.

O Reservatório Térmico

O reservatório térmico é como uma caixa d’água especial que cuida de manter quente a água armazenada no aquecedor solar . Esses cilindros são feitos de cobre, inox, ou polipropileno e depois recebem um isolante térmico. A maioria dos modelos de reservatório térmico da SOLETROL vem com sistema de aquecimento auxiliar elétrico, mas podem ser fabricados com sistema auxiliar a gás ou até mesmo sem esse recurso.

Os modelos SOLETROL de reservatórios térmicos variam de 100 a 20 mil litros. O tamanho do reservatório térmico, ou seja, o volume de água que ele é capaz de armazenar, é calculado pelos técnicos da SOLETROL depois que o usuário responde a uma série de questões. NO dimensionamento do aquecedor solar é preciso saber quantas pessoas vão usar o sistema diariamente, a duração média e a quantidade de banhos diários, quantos serão os pontos de uso de água quente, ou a dimensão da piscina, e assim por diante.

O Sistema Auxiliar de Aquecimento

Para garantir que nunca haverá falta de água quente, todo Aquecedor Solar traz um sistema auxiliar de Aquecimento.

E quando o tempo fica muito nublado ou chuvoso por vários dias, ou quando a casa recebe visitas e o número de banhos fica acima do dimensionamento inicial, o sistema auxiliar - que pode ser elétrico ou a gás - entra em ação.

Ou você pode usar o chuveiro elétrico normalmente, sem complicações. Mas a verdade é que com o nível de insolação do Brasil, o sistema auxiliar de Aquecimento é acionado apenas poucos dias por ano.

Como funciona o alcool no organismo?

O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue.

Os sintomas que se observam são:

- Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;

- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;

- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;

- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;

- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.

A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes, barbituratos, antihistamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.

O efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.

Intoxicação alcoólica e hipoglicemia

Como já foi visto antes o álcool etílico, principal componente das bebidas alcoólicas, é metabolizado no fígado por duas reações de oxidação. Em cada reação, elétrons são transferidos ao NAD+, resultando e um aumento maciço na concentração de NADH citosólico. A abundância de NADH favorece a redução de piruvato em lactato e oxalacetato em malato, ambos são intermediários na síntese de glicose pela gliconeogênese. Assim, o aumento no NADH mediado pelo etanol faz com que os intermediários da gliconeogênese sejam desviados para rotas alternativas de reação, resultando em síntese diminuída de glicose. Isto pode acarretar hipoglicemia , particularmente em indivíduos com depósitos exauridos de glicogênio hepático. A mobilização de glicogênio hepático é a primeira defesa do corpo contra a hipoglicemia, assim, os indivíduos em jejum ou desnutridas apresentam depósitos de glicogênio exauridos, e devem basear-se na gliconeogênese para manter sua glicemia. A hipoglicemiaprde produzir muitos dos comportamentos associados à intoxicação alcoólica – agitação, julgamento dinimuído e agressividade. Assim, o consumo de álcool em indivíduos vulneráveis – aqueles em jejum ou que fizeram exercícios prolongado e extenuante – podem prodizir hipoglicemia, que podem contribuir para os efeitos comportamentais do álcool.

Alcoolismo agudo

Exerce os seus efeitos principalmente sobre o sistema nervoso central, mas ele pode também rapidamente induzir alterações hepáticas e gástricas que são reversíveis na ausência do consumo continuado de álcool. As alterações gástricas constituem gastrite aguda e ulceração. No sistema nervoso central, o álcool por si é um agente depressivo que afeta primeiramente as estruturas subcorticais (provavelmente a formação reticular do tronco cerebelar superior) que modulam a atividade cortical cerebral. Em conseqüência, há um estímulo e comportamentos cortical., motor e intelectual desordenados. A níveis sanguíneos progressivamente maiores, os neurônios corticais e, depois, os centros medulares inferiores são deprimidos, incluindo aqueles que regulam a respiração. Pode advir parada respiratória. Efeitos neuronais podem relacionar-se com uma função mitocondrial danificada; alterações estruturais não são em geral evidentes no alcoolismo agudo. Os teores sanguíneos de álcool e o grau de desarranjo da função do SNC em bebedores não habituais estão intimamente realcionados.

Alcoolismo crônico

É responsável pelas alterações morfológicas em praticamente todos os órgãos e tecidos do corpo, particularmente no fígado e no estômago. Somente as alterações gástricas que surgem imediatamente após a exposição pode ser relacionadas com os efeitos diretos do etanol sobre a vascularização da mucosa. A origem das outras alterações crônicas é menos clara. O acetaldeído, um metabólico oxidativo importante do etanol, é um composto bastante reativo e tem sido proposto como mediador da lesão tissular e orgânica disseminada. Embora o catabolismo do acetaldeído seja mais rápido do que o do álcool, o consumo crônico de etanol reduz a capacidade oxidativa do fígado, elevando os teores sanguíneos de acetaldeído, os quais são aumentados pelo maior ritmo de metabolismo do etanol no bebedor habitual. O aumento da atividade dos radicais livres em alcoólatras crônicos também tem sido sugerido como um mecanismo de lesão. Mais recentemente, foi acrescentado o metabolismo não-oxidativo do álcool, com a elaboração do ácido graxo etil éster, bem como mecanismos imunológicos pouco compreendidos iniciados por antígenos dos hepatócitos na lesão aguda.

Seja qual for a base, os alcoólatras crônicos têm sobrevida bastante encurtada, relacionada principalmente com lesão do fígado, estômago, cérebro e coração. O álcool é a causa bastante conhecida de lesão hepática que termina em cirrose, sangramento maciço proveniente de gastrite ou de úlcera gástrica pode ser fatal. Ademais, os alcoólatras crônicos sofrem de várias agressões ao sistema nervoso. Algumas podem ser nuticionais, como a deficiencia em vitamina B1, comum em alcoólatras crônicos. As principais lesões de origem nutricional são neuropatias periféricas e a síndrome de Wernicke-Korsakoff. Pode surgir a degeneração cerebelar e a neuropatia óptica, possivelmente relacionadas com o álcool e seus produtos, e, incomumente, pode surgir atrofia cerebral.

As conseqüências cardiovasculares também são amplas. Por outro lado, embora ainda sem consenso, quantidades moderadas de álcool podem diminuir a incidência da cardiopatia coronária e aumentar os níveis do colesterol HDL. Entretanto, o alto consumo que leva à lesão hepática resulta em níveis menores da fração HDL das lipoproteínas.

O alcoolismo crônico possui várias conseqüências adicionais, incluindo uma maior tendência para hipertensão, uma maior incidência de pancreatite aguda e crônica, e alterações regressivas dos músculos esqueléticos.

Doença hepática alcoólica (DHA) e Cirrose:

O consumo crônico de álcool resulta com frequência em três formas distintas, embora superpostas , de doenças hepáticas: (1) esteatose hepática, (2) hepatíte alcoólica e (3) cirrose, denominadas coletivamente de doença hepática alcólica. A maioria dos casos o alcoólico que continua bebendo evolui da degeneração gordurasa para ceises de hepatite alcoólicaa e para cirrose alcoólica no transcorrer de 10 a 15 anos.

(1)ESTEATOSE ALCOÓLICA (fígado gorduroso)

Dentro de poucos dias após a administração de álcool a gordura aparece dentro das células hepáticaas, representa principalmente aumento na síntese de triglicerídios em virtude do maior fornecimento de ácidos graxos ao fígado, menor oxidação dos ácidos graxos, e menor formação e liberação de lipoproteínas. Ela pode surgir sem evidências clínica ou bioquímica de doença hepática.. Por outro lado, quando o acometido é intenso, pode estar associado com mal-estar, anorexia, náuseas, distenção abdominal, hepatomegalia hipersensível, às vezes icterícia e níveis elevados de aminotransferase.

(2)HEPATITE ALCOÓLICA

Caracteriza-se principalmente por necrose aguda daas células hepáticas. Em alguns pacientes, apesar da abstinência , a hepatite perciste e progride para cirrose. Ela representa a perda relativamente brusca de reserva hepática e pode desencadear um quadro de insuficiência hepática ou, às vezes, a síndrome hepatorrenal.

(3)CIRROSE ALCOÓLICA

apesar do álcool ser a causa mais comum de cirrose no mundo ocidental, sendo responsável aí por 60 a 70% de todos os casos, é enegmático que apenas 10 a 15% dos "devotos do alambique" acabam contraindo cirrose. Existe em geral uma relação inversa entre a quantidade de gordura e a quantidade de cicatrização fibrosa. No início da evolução cirróticaa os septos fibrosos são delicados e estendem-se da veia central para as regiões portais assim como de um espaço-porta para outro. A medida que o processo de cicatrização aumenta com o passar do tempo, a nodularidade torna-se mais proeminente e os nódulos esparsos aumentam em virtude da atividade regenerativa, criando na superfície o denominado aspecto de cravo de ferradura.

A quantidade de gordura é reduzida, o fígado diminui progressivamente de tamanho, tornado-se mais fibrótico, sendo transformado em um padrão macronodular à medida que as ilhotas paraenquimatosas são envoltas por tiras cada vez mais largas de tecido fibroso. Nos casos típicos, após certos sintomas tipo mal-estar, fraqueza, redução ponderal e perda de apetite, o paciente desenvolve icterícia, ascite e edema periférico, com o último sendo devido à deterioração na síntese da albumina. A menos que o paciente evite o álçool e adote um adieta nutritiva, a evolução habitual durante um período de anos é progressivamente descendente, com a deterioração da função hepática e surgimento de hipertensão porta com suas sequelas como, por exemplo, ascite, varizes gastroesofágicas e hemorróidas.

Problemas clínicos do alcoolismo:

A ingestão contínua do álcool desgasta o organismo ao mesmo tempo em que altera a ente. Surgem, então, sintomas que comprometem a disposição para trabalhar e viver com bem estar. Essa indisposição prejudica o relacionamento com a família e diminui a produtividade no trabalho, podendo levar à desagregação familiar e ao desemprego.

Alguns dos problemas mais comuns da doença sâo:

No estômago e intestino

Gases: Sensação de "estufamento", nem sempre valorizada pelo médico. Pode ser causada por gastrite, doenças do fígado, do pâncreas, etc.

Azia: Muito comum em alcoolistas devido a problemas no esôfago.

Náuseas: São matinais e ás vezes estão associadas a tremores. Podem ser consideradas sinal precoce da dependência do álcool.

Dores abdominais: Muito comum nos alcoolistas que têm lesões no pâncreas e no estômago.

Diarréais: Nas intoxicações alcoólicas agudas (porre). Este sintoma é sinal de má absorção dos alimentos e causa desnutrição no indivíduo.

Fígado grande: Lesões no fígado decorrentes do abuso do álcool. Podem causar doenças como hepatite, cirrose, fibrose, etc.

No Sistema Cárdio Vascular

O uso sistemático do álcool pode ser danoso ao tecido do coração e elevar a pressão sangüínea causando palpitações, falta de ar e dor no tórax.

Glândulas

As glândulas são muito sensíveis aos efeitos do álcool, causando sensíveis problemas no seu funcionamento.

Impotência e perda da libido. O indivíduo alcoolista pode ter atrofiados testículos, queda de pêlos além de gincomastias(mamas crescidas).

Sangue

O álcool torna o individuo propício às infecções, alterando o quadro de leucócitos e plaquetas, o que torna freqüente as hemorragias.

A anemia é bastante comum nos alcoolistas que têm alterações na série de glóbulos vermelhos, o que pode ser causado por desnutrição (carência de ácido fólico).

Alcoolismo é doença (OMS)

É o que a medicina afirma, mas a maior dificuldade das pessoas é entender como isso funciona. Alguns acham que &Seacute; falta de vergonha; outros, que é falta de força de vontade, personalidades desajustadas, problemas sexuais, brigas familiares, etc.; outros, até, que é coisa do "capeta", outros acham que leva algum tempo para desenvolver tal "vício". A verdade é que algumas pessoas nascem com o organismo predisposto a reagir de determinada maneira quando ingerem o álcool. Aproximadamente dez em cada cem pessoas nascem com essa predisposição, mas só desenvolverão esta doença se entrarem em contato com o álcool.

O alcoolimo não é hereditátio

Apesar do alcoolismo não ser hereditário existe uma predisposição orgânica para o seu desenvolvimento, sendo, então, o alcoolismo transmissível de pais para os filhos. O desenvolvimento do alcoolismo envolve três características: a base genética, o meio e o indivíduo. Filhos de pais alcoólatras são geneticamente diferentes, porém, só desenvolverão a doença se estiverem em um meio propício e/ou características psicológicas favoráveis.

Como funciona o Bafômetro?

Atualmente muito se fala a respeito dos bafômetros, devido à nova lei de tolerância zero. Lei essa que puni com mais rigor, motoristas que forem pegos dirigindo com um pequeno teor de álcool no sangue. E como medir esse nível de embriagues?

O álcool ingerido proveniente de uma cerveja, vinho, etc, ao ser absorvido pelo corpo humano não sofre nenhuma reação química e com isso é mantida as suas propriedades, que chamamos de álcool etílico. A determinação da quantidade de álcool no corpo humano pode ser feita de algumas formas, pela urina ou pelo sangue, mas nas ruas essas práticas se tornariam impraticáveis.

Em 1954, no estado da Indiana no EUA, foi inventado o então chamado bafômetro, para medir a concentração de álcool presente na respiração do suspeito, mas como isso funciona.

Como dito anteriormente o álcool etílico, não sofre reação química dentro do corpo humano, circulando em seu estado inicial pela corrente sanguínea. Dentro do pulmão existem os alvéolos pulmonares, que fazem a troca do oxigênio para a corrente sanguínea liberando o gás carbônico para fora e dessa mesma forma liberando o álcool etílico, que se evapora facilmente. Então essa concentração de álcool é medida pelo bafômetro da seguinte forma.

Existem alguns tipos de bafômetros, mas o mais moderno e utilizado ultimamente é do tipo célula de combustível.

A célula de combustível é composta de dois eletrodos de platina com um material poroso de acido-eletrolíptico entre eles. Quando o suspeito assopra no bafômetro, o ar exalado passa pela célula de combustível, a platina oxida o álcool presente no ar resultando acido acético, prótons e elétrons.

Quando maior a concentração de álcool mais elétrons serão liberados. Esses elétrons produzem uma corrente elétrica que é medida utilizando um microprocessador, amostrando o resultado no display do aparelho, ou então impresso.

Já li na Internet em alguns blogs, algumas formas de burlar os bafômetros, agora que você conhece seu funcionamento mãos a obra, mas eu não iria me arriscar tanto. A conscientização ainda é a melhor forma de economizar dinheiro e dor de cabeça com as multas.

Geradores Eólicos em grandes altitudes?

A muito tempo, países desenvolvidos tem utilizado da força dos ventos para gerar energia, a chamada energia eólica. No Brasil aos poucos estão começando a surgirem parques eólicos com este intuíto e mais uma vez nossos irmãos desenvolvidos estão correndo na nossa frente.
Um empresa chamada Ski WindPower, está desenvolvento um gerador eólico para grandes altitudes, com intuito de quanto mais alto ficarem as élices, mais veloz será o vento e consequentemente mais eficiente será a geração de energia.
Como mostra na imagem ao lado, a idéia é que os geradores fiquem voando como planadores em grandes altitudes, as mesmas utilizadas por aviões comerciais, presos por cabos. Se a idéia pega que se cuidem os pilotos.

Como funciona a cerca elétrica?

Atualmente com o crescimento da violência, tem se utilizado da cerca elétrica sobre muros e grades, como uma proteção adicional contra a marginalidade. Afinal de contas essa cerca é realmente eficiente? Como ela funciona?
A cerca elétrica tem duas funções, a primeira é afugentar o invasor, aplicando uma tensão de aproximadamente 10 mil volts no sujeito de forma pulsante, com 60 pulsos por segundo. Para que o ladrão seja afugentado e não fique grudado na sua cerca, a corrente elétrica é muito baixa, por isso não é mortal, mas pode causar uma certa queimadura no local.
Para que a pessoa receba um choque é necessário ter um caminho para a corrente elétrica, se você segurar em uma fase de baixa tensão devidamente isolado nada irá ocorrer, mas como na cerca elétrica a tensão é muito alta, a isolação dos sapatos não é suficiente, ocasionando uma corrente elétrica em direção ao terra e sentida pelo meliante.
Outra forma é a proteção conta falta de energia, se alguém tentar cortar os fios, um alarme é disparado, da mesma forma acontece quando uma descarga elétrica é disparada contra alguém que encostou nos fios. Para que cortando a energia na residência a cerca não pare de funcionar, ela é alimentada por uma bateria. Como a corrente elétrica é muito pequena, uma bateria de carro pode durar muitas horas.
Como tudo na vida, para que seje eficiente, uma boa manutenção e cuidados são muito bem vindos para o funcionamento de sua cerca elétrica.

Como Funciona o alerta vibratório do celular?

Hoje em dia, 100% dos celulares possuem o alerta vibratório, antigamente chamado de vibracall e que em alguns modelos, era possível instalar esse recurso trocando a bateria do celular, por uma que possuísse o sistema acoplado.
De lá pra cá esse recurso se popularizou bastante e se tornou item de série de todos os celulares, pois sempre irá existir aqueles momentos em que não queremos que o aparelho faça barulho e simplesmente vibre para nos avisar quando estiver chamando.
Pois bem , como esse recurso funciona?
Ele funciona pelo princípio da indução magnética, onde uma corrente elétrica passando por um fio, gera um campo magnético que atrai metais magnéticos. E esse é o princípio, bem resumido, do motor elétrico.
O alerta vibratório do celular é uma espécie de motor, só que com o eixo fora do centro. Quando o motor começa a girar esse eixo fora do centro produz uma vibração, que é sentida fortemente no aparelho. Antigamente esse recurso gastava muita bateria, mas hoje com a tecnologia esse problema foi resolvido.
Alguns modelos de celular, quando estão vibrando sobre uma mesa, começam a girar em um sentido. Esse é o sentido de rotação do motor com eixo fora de centro.

Como funciona um refrigerador frost free?

Para quem está pensando em trocar seu refrigerador velho e está com uma dúvida cruel, se compra um frost free mesmo sendo mais caro, aqui você resolverá seus problemas.
Vou explicar rapidamente como funciona o sistema frost free, que traduzindo quer dizer, sem camada de gelo.
A grande diferença de um refrigerador frost free é vista em seu congelador, pois o mesmo não cria nenhum gelinho sequer, somente dentro das forminhas de gelo é claro.
Em um refrigerador comum a serpentina, por onde passa o gás frio refrigerante, é disposta em torno da parede do congelador, fazendo com que toda a parede fique bastante fria. Isso faz com que nela condense toda a humidade daquele ambiente, da mesma forma que acontece com um copo de cerveja gelada em dias quentes. Essa água condensada congela e acaba ficando depositada nas paredes, ocupando um espaço maior que as coisas lá dentro.
Em um refrigerador frost free, a serpentina fica afastada da parede e posicionada em um sistema chamado de condensador. Nesse sistema somente o ar frio, que é assoprado por um ventilador, entra no compartimento dos alimentos, mantendo o ambiente seco e sem gelo.
No compartimento do condensador e só lá, cria gelo sim, mas o mesmo é derretido e evaporado de tempos em tempos automaticamente pelo aparelho, através de resistências elétricas.
Por existir essas resistências elétricas, que o refrigerador frost free gasta mais energia que os normais. Mas mesmo assim gasta menos que uma lâmpada incandescente ligada o dia inteiro.
Quem tem um refrigerador do tempo da minha avó, vale a pena economizar uma graninha e trocá-lo, pois o retorno na conta de luz será rápido.

Como funciona o sensor de estacionamento?

Ultimamente tem se tornado popular, o uso de sensores de estacionamento, principalmente na parte traseira dos carros. O que antes era artigo de luxo em carros importados, hoje já é instalado em carros populares por simples comodidade.
Em alguns carros, onde o sistema já vem instalado de fábrica, é incluído no painel avisos luminosos ou até mesmo um display onde indica a distância do objeto. Em casos mais simples o aviso de distância do sensor de estacionamento funciona através do som, onde um bip vai se repetindo de forma mais rápida quando o objeto fica mais próximo e se torna contínuo quando chegou ao seu limite.
O funcionamento é simples e a tecnologia já é conhecida a um bom tempo, o chamado ultra som.
É o mesmo princípio utilizado em radares de avião e os radares móveis utilizados pela polícia de transito, funcionando da seguinte forma.
Uma alta frequência sonora não audível ao ouvido humano é emitida pelo sensor, esse sinal reflete no objeto a ser medido voltando para o sensor. O tempo em que esse sinal demora para sair e voltar nos dá a distância do sensor ao objeto, sabendo que a velocidade do som é 340 metros em 1 segundo.
Se o sinal não retorna em um determinado tempo quer dizer que o objeto está muito distante, ou simplesmente a onda sonora não conseguiu refletir, o que acarreta na limitação do sistema, que não reconhece objetos muito pequenos ou fora do raio de ação dos sensores.

Como funciona o motor de um foguete?

Afinal de contas, como o motor de um foguete funciona, se o espaço não tem ar?
Os aviões, ao contrário de um foguete, utilizam o ar ao seu redor para poder se locomover, tanto nos aviões com hélice aos aviões com turbinas. Eles simplesmente aproveitam o ar que passa pelas suas hélices ou turbinas, jogando-o para trás, ocasionando um movimento à frente.
Um foguete espacial também utiliza do fenômeno da ação e reação, mas de uma forma um pouco diferente.
Imagina uma arma de fogo, quando você dá um tiro, sente na sua mão ou no seu ombro, dependendo da arma, o soco que ela dá. A ação do projétil sendo impulsionado gera uma reação da arma que é sentida pela atirador. Essa reação é diretamente proporcional a diferença de massa entre os dois objetos, a arma e o projétil. Se o projétil tivesse a mesma massa da arma, a força gerada no tiro seria a mesma do soco da arma, imagine a situação.
Esse fenômeno também acontece no vácuo e da mesma forma com o motor de um foguete, em uma maior proporção. O combustível é queimado no interior do motor e expelido para fora em alta velocidade, gerando uma ação contrária, movendo o foguete na outra direção.
Normalmente um foguete utiliza combustíveis sólidos, mas que na sua queima onde ele é transformado em gás, sua massa não muda, somente a sua forma que era sólida.

Como funciona uma usina nuclear?

Muito se fala nos riscos que existem na produção de energia elétrica utilizando usinas nucleares, mas muito foi apreendido com acidentes como de Chernobyl, que é o mais conhecido. E de lá para cá a tecnologia tem sido muito aprimorada.
Primeiramente, o funcionamento de uma usina nuclear parte do princípio do fissão nuclear, o mesmo princípio utilizado na bomba atômica, mas em uma escala muito reduzida.
A fissão nuclear é o rompimento de um núcleo bombardeado por um neutron e nesse rompimento é gerado uma grande energia e mais neutrons que vão se colidindo e rompendo outros nucleos, o que mantém o processo. A diferença de uma usina nuclear e uma bomba é que em uma usina, esse processo da fissão nuclear é controlada de forma que se mantenha estável e em uma bomba esse processo é criado para que se torne instável, ocasionando a explosão.
No processo da fissão nuclear, também é liberado raios gama que é a radiação, por isso a grande preocupação com a contaminação.
A fissão nuclear em uma usina serve unicamente para ferver água e que após a água fervida o vapor move uma turbina para gerar a energia elétrica, da mesma forma como uma usina termoelétrica que utiliza carvão ou gás natural.
Esse vapor da água que é aquecida pelo reator é contaminado pelos raios gama, por isso ele não é utilizado diretamente para movimentar as turbinas, mas passa por fora de uma serpentina para ferver outra água de dentro dessa mesma serpentina. Por isso aquele vapor que enxergamos pela chaminé de uma usina não está contaminado, pois ele é proveniente dessa outra água que está limpa.
A usina de Chernobil teve seu acidente, pois não possuía muitos sistemas de contenção da radiação e segurança, hoje as usinas já estão muito evoluídas nesse sentido, mas que não deixam de possuir riscos, principalmente no transporte e descarte do material radioativo.

Como Funciona o GPS?

Com o boom do google maps, google earth, etc, virou moda a utilização de gps. Usamos no carro para saber onde estamos, para onde vamos. Assim como também alguns aparelhos celulares mais modernos já possuem um sistema gps para o usuário se localizar. Mas afinal de contas, como isso funciona? Preciso pagar pelo serviço?
Essa é sempre a grande dúvida de todos nós, nada nos é dado de graça, sempre tem algum espertinho para cobrar algum serviço fornecido no final das contas. Pois bem , alguns sistemas GPS não se paga absolutamente nada, somente o aparelho, é claro.
Qualquer pessoa hoje em dia pode comprar um GPS, mais ou menos moderno, com mapa ou sem mapa, conforme a grana que se queira pagar no equipamento. O que acontece é que para receber o sinal dos 24 satélites espalhados em órbita que nos mostram a localização aqui na terra não se paga nada.
Constantemente esses satélites, colocados pelos americanos é claro, ficam enviando informações com a hora local deles. Com a triangulação de 3 ou 4 satélites o seu aparelho vai identificar no globo terrestre a sua localização, demonstrando no mapa do visor, dependendo do preço que você pagou pelo aparelho. Ou então somente te dirá a longitude e latitude, dai você pega um mapa em papel e verifique sua localização.
Alguém pode estar se perguntando e os GPS dos caminhões de carga, porque aquela bola tão grande em cima deles? Simplesmente porque eles não ficam somente recebendo o sinal dos satélites como nossos gpss de bolso, eles necessitam transmitir informações, e isso precisa de potência, por isso o tamanho mais avantajado. E nesses casos é necessário pagar para ter o serviço.
Resumindo, se você vai somente receber o sinal dos satélites de GPS, nada se paga, se você vai transmitir informações para alguma central como abrir porta, bloquear o carro, etc, é necessário tirar dinheiro do bolso sim.

Como funciona o sangue?

Quando você se corta sem querer, já parou para pensar do que é composto isso que chamamos de sangue? O sangue é a parte do corpo humano que mais passa por testes. Cada célula do corpo obtém seus nutrientes do sangue.

Neste artigo, vamos saber mais sobre o sangue, o que irá lhe ajudar a entender melhor o que seu médico está dizendo quando lhe explica os resultados dos seus exames de sangue. Além disso, você vai aprender coisas incríveis sobre esse líquido maravilhoso e sobre as células que flutuam por ele.

O sangue é uma mistura de células e plasma. O coração bombeia o sangue pelas artérias, vasos capilares e veias para fornecer oxigênio e nutrientes a todas as células do corpo. Ele transporta os dejetos das reações que acontecem nas células.

O corpo humano de um adulto contém aproximadamente 5 litros de sangue, cerca de 7 a 8% do peso corpóreo. O sangue é composto por 2,75 a 3 litros de plasma e a porção restante é composta por células.

O plasma é a parte líquida do sangue. As células sangüíneas, como as células vermelhas, flutuam no plasma. Também dissolvidos no plasma estão os eletrólitos, nutrientes e vitaminas, absorvidos pelo intestino ou produzidos pelo corpo, hormônios, fatores coagulantes e proteínas, como a albumina e imunoglobulinas (anticorpos que lutam contra as infecções). É o plasma que distribui essas substâncias enquanto circula pelo corpo.

Já a parte celular do sangue contém as células vermelhas (hemácias), células brancas (leucócitos) e as plaquetas. Elas possuem funções distintas: as hemácias transportam o oxigênio que chega pelos pulmões, os leucócitos auxiliam no controle das infecções e as plaquetas são fragmentos de células que o corpo usa na coagulação.

Células vermelhas


Foto cedida Garrigan.Net
Ilustração: imagem de microscópio das células vermelhas
As células vermelhas, também conhecidas como hemácias ou eritrócitos, são as células mais abundantes do sangue. São elas que dão ao sangue a cor vermelha. Suas quantidades são um pouco diferentes em homens e mulheres: a média nos homens é de 5,2 milhões por mm³ (microlitro), enquanto nas mulheres essa média é de 4,6 milhões. Para você ter uma idéia, as células vermelhas compõem de 40 a 45% do sangue, a porcentagem de células vermelhas no sangue é, freqüentemente, medida e se chama de hematócrito. A relação das células em uma amostra de sangue comum é de 600 hemácias para cada leucócito e 40 plaquetas.

Há várias coisas nas hemácias que as fazem especiais:

  • uma hemácia tem um formato estranho, um disco bicôncavo redondo e achatado, como se fosse uma tigela rasa;
  • uma hemácia não possui núcleo, que é expulso da célula durante o processo de maturação;
  • elas podem mudar bastante de forma, sem quebrar enquanto se espremem pelos capilares. Os capilares são vasos sangüíneos minúsculos pelos quais o oxigênio, nutrientes e dejetos são trocados com o resto do corpo;
  • as células vermelhas contêm hemoglobina, uma molécula especialmente projetada para armazenar oxigênio e transportá-lo para as células.

A função principal das células vermelhas é transportar oxigênio dos pulmões até as outras células do corpo. Elas conseguem fazer isso porque possuem uma proteína chamada hemoglobina, que é a responsável por transportar o oxigênio.

Nos capilares, o oxigênio é liberado e pode ser usado pelas células do corpo. É a hemoglobina que carrega 97% do oxigênio que chega aos pulmões e é transportado pelo sangue, enquanto os 3% restantes são dissolvidos no plasma. Graças à hemoglobina, o sangue pode transportar de 30 a 100 vezes mais oxigênio do que poderia ser dissolvido no plasma se elas não existissem.

A hemoglobina se associa livremente com o oxigênio nos pulmões, onde o nível de oxigênio é bem alto, para depois liberá-lo nos capilares, cujo nível de oxigênio é baixo. Uma molécula de hemoglobina contém quatro átomos de ferro, cada um deles podendo se ligar a uma molécula de oxigênio, que é formada por dois átomos de oxigênio, na fórmula O2,, o que dá um total de quatro moléculas (4 * O2) ou oito átomos de oxigênio para cada molécula de hemoglobina. Lembra que falamos que as hemácias são as responsáveis pela coloração vermelha do sangue? Pois é, para sermos ainda mais específicos, o responsável por isso é o ferro existente na hemoglobina.

33% de uma hemácia é de hemoglobina. A concentração normal de hemoglobina no sangue é de 15,5 gramas por decilitro nos homens e 14 gramas por decilitro nas mulheres. (Um decilitro são 100 mililitros ou um décimo de um litro.)

Além de transportar o oxigênio para as células do corpo, os eritrócitos também ajudam a remover o dióxido de carbono (CO2). Esse se forma nas células como um subproduto de várias reações químicas, vai para o sangue pelos capilares e é trazido de volta aos pulmões, onde é liberado e expirado por nós na respiração. As hemoglobinas têm uma enzima chamada anidrase carbônica, que ajuda a reação entre o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O) acontecer 5 mil vezes mais rápido. O resultado dessa reação é o ácido carbônico, que, por sua vez, se separa em íons hidrogênio e íons bicarbonato:

Anidrase carbônica

CO2 + H2O ===> H2CO3 + H+ + HCO3-

dióxido de carbono + água ==> ácido carbônico + íon hidrogênio + íon bicarbonato

Os íons hidrogênio posteriormente se combinam com a hemoglobina, enquanto os íons bicarbonato entram no plasma. 70% do CO2 é removido do nosso corpo dessa forma, 7% do CO2 é dissolvido no plasma e os 23% restantes se combinam diretamente com a hemoglobina (sem passar pela reação com a água) e são liberados nos pulmões.

Todas as células sangüíneas são produzidas na medula óssea. Quando somos crianças, a maioria dos nossos ossos produz sangue, mas conforme vamos envelhecendo, essa produção vai passando somente para os ossos da espinha (vértebras), esterno, costelas, bacia e pequenas porções do braço e da perna. A parte da medula óssea que continua a produzir células sangüíneas recebe o nome de medula vermelha, enquanto o restante da medula óssea é chamado de medula amarela. O processo pelo qual o corpo produz sangue é a hematopoese.

Todas as células sangüíneas (vermelhas, brancas e plaquetas) originam-se do mesmo tipo de célula, a célula tronco hematopoiética pluripotencial. Esse grupo de células tem o potencial de formar qualquer um dos diferentes tipos de células sangüíneas e de reproduzir a si própria. Posteriormente, forma células tronco prontas para criar os diferentes tipos de células sangüíneas.

Durante a formação, as hemácias acabam perdendo seus núcleos e deixam a medula óssea como reticulócitos, que ainda contêm alguns restos de organelas. Mas essas organelas, eventualmente, deixam a célula e o eritrócito maduro é formado. Os eritrócitos duram uma média de 120 dias na corrente sangüínea e são removidos por macrófagos no fígado e no baço.

Os responsáveis pela regulação da produção de células vermelhas são o hormônio eritropoietina e níveis baixos de oxigênio. Qualquer fator que diminua o nível de oxigênio no sangue, como doenças pulmonares ou anemia (número baixo de hemácias), aumenta o nível de eritropoietina, que estimula as células tronco a produzirem mais células vermelhas e aumenta a rapidez com que elas maturam. 90% da eritropoietina é criada nos rins. É por isso que quando os rins são removidos ou quando a pessoa apresenta insuficiência renal, ela se torna anêmica: ocorre a falta de eritropoietina. E, finalmente, outros componentes essenciais para a produção de células vermelhas são o ferro, vitamina B-12 e ácido fólico.

Células brancas

As células brancas, ou leucócitos, fazem parte do sistema imunitário (sistema imunológico) e ajudam nosso corpo a lutar contra infecções. Elas circulam no sangue e o usam como meio de transporte até uma área infeccionada. No corpo de um adulto normal há de 4 a 10 mil (em média, 7 mil) células brancas por microlitro de sangue, e quando esse número aumenta, é sinal de que há uma infecção em algum lugar do seu corpo.

Existem cinco tipos principais de leucócitos:

  • neutrófilos
  • eosinófilos
  • basófilos
  • linfócitos
  • monócitos
Os neutrófilos, eosinófilos e basófilos também são chamados de granulócitos por possuírem grânulos com enzimas digestivas. Os grânulos dos basófilos são roxos, os dos eosinófilos são laranjas e vermelhos, e os dos neutrófilos têm uma coloração rosa-azulada fraca.

Os neutrófilos são uma das principais defesas do corpo contra as bactérias, que eles matam pela ingestão (esse processo se chama fagocitose). Os neutrófilos podem fagocitar de cinco a 20 bactérias durante suas vidas. Seu núcleo é polimorfonuclear (possui vários lóbulos e é segmentado) e, por isso, são chamados de PMNs. Além dos neutrófilos completos, também há neutrófilos imaturos vistos no sangue. Quando uma infecção causada por bactérias acontece, os exames detectam um aumento dos neutrófilos maduros e imaturos.

Os eosinófilos, por sua vez, matam parasitas e desempenham um papel nas reações alérgicas.

Já os basófilos ainda não são muito compreendidos, mas sabemos que trabalham nas reações alérgicas liberando histamina, que faz os vasos sangüíneos vazarem e atrai os leucócitos, e heparina, que impede o coágulo da área infectada para o leucócito poder chegar até a bactéria.

Os monócitos entram no tecido, onde ficam maiores, transformam-se em macrófagos e são capazes de fagocitar bactérias, até 100 durante toda sua vida, existentes em todo o corpo. Além disso, também são eles que fazem o trabalho de destruir as células mortas, danificadas ou velhas do nosso corpo. Podemos encontrar um macrófago no fígado, baço, pulmões, nódulos linfáticos, pele e intestino. Esse sistema de macrófagos que existe espalhado pelo corpo se chama sistema reticuloendotelial.

Os neutrófilos e os monócitos usam vários mecanismos diferentes para se aproximar e matar os organismos invasores. Eles possuem a interessante capacidade de se espremer pelas aberturas dos vasos sangüíneos em um processo chamado de diapedese. Além disso, movem-se pelo corpo usando movimentos semelhantes aos de amebas e são atraídos por certos compostos químicos produzidos pelo sistema imunológico ou pela própria bactéria, o que faz com que migrem para as áreas onde há uma maior concentração desses compostos químicos. O nome do processo de ser atraído ou repelido por compostos químicos se chama quimiotaxia. E o processo que eles usam para matar as bactérias, como já dissemos, é a fagocitose, no qual eles cercam toda a bactéria e a digerem usando enzimas digestivas.

Já os linfócitos são células complexas que controlam o sistema imunológico do corpo. Os linfócitos T (células T) são responsáveis pela imunidade mediada por células. Os linfócitos B, por sua vez, são responsáveis pela imunidade humoral (produção de anticorpos). E quanto à proporção, as células T compõem 75% dos linfócitos. Algo que diferencia os linfócitos dos outros glóbulos brancos é a sua capacidade de reconhecer e criar uma memória das bactérias e vírus que invadem nossos corpos.

Há muitos tipos de células T com funções específicas, entre elas:

  • células T auxiliares - possuem uma proteína em suas membranas chamada de CD4 e controlam o resto do sistema imunológico ao liberar as citocinas. As citocinas estimulam as células B para que formem plasmócitos, que, por sua vez, formam anticorpos, estimulam a produção de células T citotóxicas e células T supressoras, além de ativar os macrófagos. Imagine o que aconteceria se algum invasor atacasse essas células T auxiliares, que são as responsáveis por controlar o sistema imunológico, pois são exatamente essas células que o vírus da AIDS ataca;
  • células T citotóxicas - liberam compostos químicos que se partem e matam os organismos invasores;
  • células T de memória - permanecem ativas para ajudar o sistema imunológico a reagir mais rapidamente caso o mesmo organismo seja encontrado de novo;
  • células T supressoras - as células T supressoras têm a incumbência de suprimir a resposta imunológica para que ela não fique fora de controle e destrua células normais quando não for mais necessária.
As células B se transformam em plasmócitos quando expostas a um organismo invasor ou quando ativadas pelas células T auxiliares e, além disso, produzem grandes quantidades de anticorpos (também chamados de imunoglobulinas ou gamaglobulinas). Há cinco tipos de imunoglobulinas (abreviadas como Ig): IgG, IgM, IgE, IgA e IgD. Elas são moléculas em forma de Y com um segmento variável que funciona como sítio de ligação para apenas um tipo específico de antígeno. O antígeno faz com que elas se agrupem, sejam neutralizadas ou se abram. E, além disso, elas ativam o sistema do complemento.

O sistema do complemento é uma série de enzimas que complementam ou auxiliam os anticorpos e outros componentes do sistema imunológico a destruir os antígenos invasores. Ele faz isso atraindo e ativando neutrófilos e macrófagos e, assim, neutraliza os vírus e faz com que os organismos invasores se partam. As células B de memória também permanecem ativas ainda por muito tempo, o que significa que se o mesmo antígeno for encontrado, fabricará uma resposta mais rápida na produção de anticorpos.

Esta é a porcentagem média de cada tipo de leucócito no sangue:

  • neutrófilos - 58%
  • neutrófilos imaturos - 3%
  • eosinófilos - 2%
  • basófilos - 1%
  • monócitos - 4%
  • linfócitos - 33%

A maior parte dos glóbulos brancos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos) são criados na medula óssea. Os linfócitos T iniciam seu desenvolvimento na medula óssea a partir de células tronco hematopoiéticas pluripotentes e depois migram para o timo, onde amadurecem. O timo é uma glândula localizada no peito, entre o coração e o esterno, o osso central do seu peito. Já os linfócitos B maturam na medula óssea.

Quando um granulócito (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) é liberado no sangue, ele permanece por lá, aproximadamente, de quatro a oito horas antes de ir para os tecidos do corpo, onde dura de quatro a cinco dias, em média, mas esse tempo pode ser muito menor durante infecções graves.

Os monócitos ficam no sangue por uma média de 10 a 20 horas e depois vão para os tecidos, onde se tornam macrófagos e podem durar meses ou anos.

Já os linfócitos ficam viajando pelo tecido linfático, corrente linfática e sangue. Neste último ficam por várias horas. Os linfócitos podem viver semanas, meses ou anos.

As plaquetas (trombócitos), ao formar algo chamado de rolha hemostática, auxiliam na coagulação do sangue. Mas existe mais uma maneira do sangue formar coágulos: os fatores de coagulação. As plaquetas também ajudam a promover outros mecanismos de coagulação no sangue e são encontradas em uma concentração de 150 mil a 400 mil plaquetas em cada microlitro de sangue (a média é de 250 mil).

As plaquetas são fragmentos de células muito grandes da medula óssea chamadas megacariócitos. Elas não possuem um núcleo e não se reproduzem, sendo os megacariócitos os responsáveis por produzir mais plaquetas sempre que for necessário. A vida de uma plaqueta costuma ser de 10 dias, em média.

Elas contêm vários compostos químicos que auxiliam na coagulação, entre eles:

  • actina e miosina, para ajudá-las a contrair
  • compostos químicos que ajudam a iniciar o processo de coagulação
  • compostos químicos que atraem outras plaquetas
  • compostos químicos que estimulam a reparação dos vasos sangüíneos
  • compostos químicos capazes de estabilizar um coágulo sangüíneo

Plasma e tipos sangüíneos

O plasma é um líquido transparente e levemente amarelado. Mas ele também pode ter uma aparência meio semelhante a do leite após uma refeição gordurosa ou quando a pessoa tem um nível alto de lipídeos no sangue. Ele é composto por 90% de água e 10% de coisas essenciais à vida. Esses 10% são substâncias dissolvidas que circulam pelo corpo e entram nos tecidos e células em que são necessários através da difusão, uma troca de substâncias que ocorre das áreas de maior concentração para áreas de menor concentração. Quanto maior a diferença de concentração (gradiente), maior a quantidade de material transferido. Já os subprodutos e dejetos fluem na direção oposta, de onde eles são criados, nas células, para a corrente sangüínea, onde são eliminados pelos rins ou pulmões.

Como a pressão hidrostática (pressão sangüínea) empurra o líquido para fora dos vasos sangüíneos, existe a pressão oncótica (causada pelas proteínas dissolvidas no sangue), que equilibra a situação e faz o líquido permanecer dentro deles.

Responsáveis pela pressão oncótica, as proteínas compõem uma grande parte dos 10% de material dissolvidos no plasma. Suas moléculas são muito maiores do que as moléculas de água e tendem a ficar dentro dos vasos sangüíneos, pois é muito mais difícil para elas passarem pelos poros dos capilares. Assim, elas têm uma concentração maior nos vasos sangüíneos e tendem a atrair água para manter sua concentração relativa nos vasos sangüíneos mais parecida com a do líquido fora deles. E essa é uma das maneiras utilizadas pelo corpo para manter um volume constante de sangue.

O plasma contém de 6,5 a 8 gramas de proteína por decilitro de sangue. Entre essas proteínas, as principais são a albumina (60%), globulinas (alfa 1, alfa 2, beta e gamaglobulinas - imunoglobulinas) e proteínas coagulantes (especialmente, o fibrinogênio). Essas proteínas ajudam a manter a pressão oncótica (principalmente a albumina) e a transportar substâncias como lipídeos, hormônios, medicamentos, vitaminas e outros nutrientes. Além disso, elas também fazem parte do sistema imunológico (imunoglobulinas), ajudam o sangue no processo de coagulação (fatores coagulantes), mantêm o equilíbrio de pH e desempenham o papel de enzimas nas reações químicas que ocorrem pelo corpo.

Outra grande categoria de substâncias dissolvidas no plasma são os eletrólitos. Eles incluem:

  • Sódio (Na+)
  • Potássio (K+)
  • Sódio (Na+)
  • Bicarbonato (HCO3-)
  • Cálcio (Ca+2)
  • Magnésio (Mg+2)

Todos eles são compostos químicos essenciais para muitas funções do corpo, incluindo o equilíbrio de líquidos, condução nervosa, contração muscular (incluindo o coração), coagulação sangüínea e equilíbrio do pH.

Outros materiais dissolvidos no plasma são os carboidratos (glicose), colesterol, hormônios e vitaminas. O colesterol costuma ser transportado preso a lipoproteínas como a lipoproteínas de baixa densidade (LDLs) e de alta densidade (HDLs). Para mais informações sobre o colesterol, veja Como funciona o colesterol.

Quando o plasma coagula, o líquido restante se chama soro. Quando se coleta sangue de um paciente, permite-se que essa amostra coagule em um tubo de ensaios, onde as células e fatores coagulantes vão para a parte inferior do tubo e o soro fica na parte superior. Esse soro é utilizado em testes para vários dos itens que discutimos para determinar a existência de anomalias.

Quanto aos tipos sangüíneos, há quatro tipos principais: A, B, AB e 0. Os tipos sangüíneos são determinados por proteínas chamadas antígenos (ou aglutinogênios) existentes na superfície das células vermelhas.

Ocorrência dos tipos sangüíneos nos EUA
De acordo com a American Association of Blood Banking (Associação Americana de Bancos de Sangue,) essas são as porcentagens dos diferentes tipos sangüíneos entre a população americana:

A+
34%
A-
6%
B+
9%
B-
2%
AB+
3%
AB-
1%
O+
38%
O-
7%
Há dois antígenos: A e B. Se você tem antígeno A nas suas hemácias, o seu tipo sangüíneo é o A. Mas se tem o antígeno B, o seu tipo é B. Agora, se tiver os dois antígenos, o seu tipo sangüíneo é AB, o que nos leva à dedução de que caso você não tenha nenhum dos dois, o seu tipo sangüíneo é o O.

Quando um antígeno está presente na hemácia, o anticorpo (também conhecido como aglutinina) contra o outro tipo de sangue está presente no plasma. Por exemplo, o sangue tipo A possui anticorpos contra o tipo B. Já o tipo B possui anticorpos contra o tipo A. O tipo AB, por sua vez, não possui anticorpos no plasma, enquanto o tipo O possui os dois anticorpos. Esses anticorpos não estão presentes quando nascemos, eles se formam espontaneamente durante a infância e duram a vida inteira.

Além do sistema sangüíneo ABO, também há outro sistema, o grupo sangüíneo Rh. Há muitos antígenos Rh que podem estar presentes na superfície da hemácia, mas o mais comum é o antígeno D. Se esse antígeno estiver presente, o sangue é do tipo Rh+, e se ele não estiver presente, o sangue Rh-. Nos EUA, 85% da população é Rh+ e 15% é Rh-. Diferente do sistema ABO, o anticorpo correspondente ao antígeno Rh não se desenvolve espontaneamente, mas somente quando a pessoa com Rh- é exposta ao antígeno Rh (por meio de uma transfusão ou durante a gravidez). Quando uma mãe com sangue Rh- está grávida de um feto com Rh+, a mãe forma anticorpos que podem atravessar a placenta e causar uma doença chamada doença hemolítica do recém-nascido, ou eritroblastose fetal.

Doando sangue


Suprimentos de sangue da Cruz Vermelha
enviados para o Golfo durante a Guerra do Golfo
Uma unidade de sangue tem 450 mililitros e é misturada com compostos químicos (CPD: Citrato-Fosfato-Dextrose) para impedir a coagulação. A cada ano, de 12 a 14 milhões de unidades de sangue são doadas nos EUA. Geralmente, um doador deve ter, pelo menos, 17 anos, estar saudável e pesar mais de 50 quilos.

Antes da doação, o doador recebe um panfleto informativo, e é feito um levantamento do histórico de doenças desse doador para garantir que ele não foi exposto a doenças transmissíveis pelo sangue e para determinar se a doação não apresenta riscos para a sua saúde. Também são medidos a temperatura, freqüência cardíaca, pressão sangüínea e peso. E, finalmente, retiram algumas gotas de sangue para terem certeza de que o doador não tem anemia. Na doação, costuma-se demorar menos de 10 minutos para tirar seu sangue, contando a partir do momento em que inseriram a agulha. E, por falar em agulha, todos os materiais são esterilizados e descartáveis, o que anula qualquer perigo de infecção. Recomenda-se que os doadores bebam muito líquido, evitem fazer exercícios no dia da doação e espere oito semanas até fazer uma nova doação.

A doação autóloga é a doação de sangue para uso próprio e costuma ser feita antes de uma cirurgia. Já a aferése é o procedimento no qual apenas um componente específico do sangue do doador é removido (normalmente plaquetas, plasma ou leucócitos), o que permite que seja retirada uma quantidade maior desse componente do que existiria em uma unidade de sangue.

Cada unidade de sangue pode ser separada em vários componentes, permitindo que cada um desses componentes seja dado, especificamente, a alguém que só precise dele. Assim, uma unidade de sangue pode ajudar várias pessoas diferentes. Os componentes incluem:

  • Células vermelhas
  • Plasma fresco congelado
  • Plaquetas
  • Células brancas
  • Albumina
  • Imunoglobulinas
  • Crioprecipitado de fator anti-hemolítico
  • Fator VIII concentrado
  • Fator IX concentrado

São feitas transfusões de células vermelhas para aumentar a capacidade de transporte de oxigênio em pacientes com sangramentos ou anemia extrema. Uma unidade de sangue aumenta a quantidade de hemoglobina em 1 g/dl e o hematócrito em 2 ou 3%.

A transfusão do plasma, após ser derretido, trata os distúrbios de sangramento que ocorrem quando a pessoa não possui muitos dos fatores coagulantes. Isso é causado por insuficiência hepática, quando há excesso do anticoagulante Varfarina, ou quando grandes sangramentos e transfusões causam uma diminuição nos níveis de fatores coagulantes.

A transfusão de plaquetas, por sua vez, é feita em pessoas com um número pequeno delas (trombocitopenia) ou cujas plaquetas apresentam um funcionamento anormal. Cada unidade de plaquetas aumenta a contagem em, aproximadamente, 5 mil plaquetas por microlitro de sangue.

A albumina compõe até 60% das proteínas no plasma, é produzida no fígado e é usada quando o volume sangüíneo precisa ser aumentado, mas os líquidos não deram conta do recado. Exemplos desses casos são os sangramentos e queimaduras graves, e insuficiência hepática.

Já as imunoglobulinas são dadas às pessoas que foram expostas a certas doenças como a raiva, tétano ou hepatite, como uma forma de preveni-las.

A hemofilia A (hemofilia clássica) causada pela deficiência do fator VIII, é a situação na qual o fator VIII concentrado e o crioprecipitado são usados.

Já a hemofilia B pede o uso do fator IX concentrado, já que é a deficiência dele que causa essa doença.

São realizados muitos testes para garantir que uma amostra de sangue é segura. Por exemplo, verifica-se a presença de:

  • antígeno de superfície da hepatite B
  • anticorpo para o antígeno central da hepatite B
  • anticorpo da hepatite C
  • anticorpos do HIV-1 e HIV-2
  • antígeno p24 do HIV-1
  • anticorpos anti-HTLV-1 e anti-HTLV-2
  • sífilis
  • doença de Chagas (no Brasil e, desde 2001, nos EUA)
Se qualquer um desses testes tiver resultado positivo, o sangue é descartado. A partir de 1996, o risco de contrair HIV com uma única transfusão de sangue era de 1 em 676 mil unidades de sangue, enquanto o risco de desenvolver hepatite B era de 1 em cada 66 mil unidades e o de hepatite C era de 1 em cada 100 mil unidades. No entanto, testes mais novos podem diminuir o risco de hepatite C para algo em torno de 1 em 500 mil e 1 em 1 milhão.

Quando se faz a transfusão de sangue para um paciente, é necessário determinar o tipo sangüíneo para que não ocorra uma reação à transfusão.

Essa reação ocorre quando os antígenos nas células vermelhas do doador reagem com os anticorpos presentes no plasma do receptor. Ou seja, se sangue do tipo A (que contém antígenos A) é dado a alguém com o tipo de sangue B (que tem anticorpos anti-A), a reação vai ocorrer.

Mas o oposto não ocorre, pois não é comum os anticorpos no plasma do sangue doado reagirem com os antígenos do receptor (uma quantidade muita pequena de plasma é transferida e ela é diluída a um nível baixo demais para causar uma reação).

Quando esse tipo de reação ocorre, um anticorpo se liga a antígenos de várias hemácias, fazendo com que elas se juntem e entupam os vasos sangüíneos. Então, elas são destruídas pelo corpo, num processo chamado hemólise, e liberam a hemoglobina das hemácias no sangue. Essa hemoglobina acaba sendo quebrada em bilirrubina, que pode causar icterícia. São esses mesmos passos que ocorrem também na doença hemolítica do recém-nascido, como já mencionamos acima.

Quando uma transfusão de emergência é necessária e não se sabe o tipo sangüíneo do paciente, usa-se sempre o tipo O-, que não possui antígenos que possam reagir com os anticorpos do plasma desse paciente. E é por isso que alguém com tipo O- é chamado de doador universal. Na outra ponta da história, alguém com tipo AB é chamado de receptor universal, pois não possui anticorpos que possam reagir com o sangue doado.

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